Roça Agostinho Neto
Talvez a maior roça da ilha de São Tomé a antiga roça Rio do Ouro propriedade do conde de Vale Flor, hoje nacionalizada e chamada de roça Agostinho Neto. Localizada na província de Lobata a roça Rio do Ouro foi fundada em 1865 sendo a sede da Sociedade Agrícola Valle Flôr. Emblemática pela sua dimensão e imponência arquitetónica, é ainda hoje, uma das mais impressionantes estruturas agrícolas. Integrava o mais avançado sistema ferroviário de todo o arquipélago, estabelecendo a ligação entre as suas dependências e o porto, localizado em Fernão Dias. A roça organiza-se através de uma artéria central, que é fortemente marcada pelo imponente hospital, implantado na extremidade mais elevada, bem como pelos terreiros e socalcos que acompanham o declive. A ´avenida’ é ladeada pelo conjunto das sanzalas com terreiros privados, das habitações dos feitores, encarregados e trabalhadores. Na extremidade oposta, irá localizar brevemente o museu dos móveis de São Tomé e Príncipe (em reabilitação), e edifícios de apoio.
Roça Monte Forte
É uma roça de produção de cacau e que actualmente produz cacau biológico. É um local ideal para visitar as plantações de cacau, o seu processo de secagem e transformação. Pode-se efectuar passeios pedestres às roças vizinhas, conhecer a cascata Angolares e fazer excursões para o pico de São Tomé e pernoitar o alojamento rural aí existente.
Roça Diogo Vaz
O Diogo Vaz foi nacionalizado e tornou-se numa empresa estatal. Em 2013, foi concedida a uma nova sociedade que se engajou na produção de cacau orgânico e chocolate. A roça dispõe de 420 hectares que foram totalmente replantados com cerca de 150.000 plantas de cacaueiro, os quais incluem as variedades Amelonado e Trinitário, endémicas a São Tomé e Príncipe. Em Diogo Vaz são realizados passeios temáticos e provas de chocolate e possui um alojamento local.
Roça Ponta Figo
Ponta Figo foi uma grande fazenda constituída em 1928-1929 e estendia por quase toda a zona norte da ilha de São Tomé. A roça Ponta Figo seguia a estrutura típica, organizada em núcleo central ou sede e dependências. A sede era constituída pela casa do administrador, as casas dos empregados denominadas de senzala, o hospital, os armazéns, os secadores, as estufas destinadas a preservação do cacau, as lavandarias, a cantina e a padaria. A Roça Ponta Figo possuía 16 dependências: António Morais, Ponta Figo Praia, Ribeira Funda, Ribeira Palma, Rosema, Ribordelo, Stª. Teresa, Monte Forte, Generosa, Bom Sucesso, Costa Santo, Cascata, Fortunato, João Paulo, Mendes Leite e Manuel Moras.
Roça Água Izé
Fundada em 1854, pelo Barão de Água Izé, foi a primeira roça a acolher o cultivo de cacau em São Tomé, depois de ter sido introduzido na ilha do Príncipe. Água Izé foi a sede da Companhia do Príncipe, foi uma das maiores plantações e mais avançadas tecnologicamente, possuía um cais próprio para exportação do cacau e uma extensa linha férrea. Nesta roça pode-se acompanhar a actividade de apanha de cacau, que é feita, duas vezes por ano, em Abril e Outubro.
Porto Alegre
Fundada por Jacinto Carneiro de Sousa e Almeida, visconde de Malanza, filho do barão de Água-Izé, a roça Porto Alegre era a segunda maior propriedade da zona sul da ilha de São Tomé, a mesma possuindo seis dependências, entre elas o Ilhéu das Rolas, a sua importância e dimensão fizeram desta roça uma verdadeira vila de pescadores devido ao seu isolamento era praticamente auto-suficiente; produzia, secava, embalava e exportava todo o tipo de bens produzidos em são Tomé e príncipe. Porto Alegre é uma vila no Distrito de Caué, situado ao sul da Ilha de São Tomé, a Sua população estimada são cerca de 800 pessoas. Porto Alegre é a maior comunidade do Sul, nas redondezas há antigas explorações de cacau e de café em ruínas e velhas fábricas de sabão abandonadas. A aldeia é a mais meridional da ilha e é o terminal sul da estrada principal que liga a ilha de São Tomé através de sua parte oriental, 3 km ao sul encontra-se a linha do Equador.
Roça Sundy
Experimente a sublime restauração da jóia histórica. Esta roça é o lugar onde Arthur Eddington provou a Teoria da Relatividade de Einstein durante um eclipse total em 1919. Sundy Roça Hotel é uma visão a ser observada. Antiga plantação de cacau portuguesa do final do século XVII no coração da floresta tropical africana, Sundy é agora um hotel de carácter que mistura história e natureza totalmente reformado; é um tempo jorney através de onde nada é deixado ao acaso. Até 1975, a Roça Sundy era de propriedade privada da empresa portuguesa Sociedade Agrícola Sundy, lda, com sede em Lisboa. Depois disso, foi nacionalizada e tornou-se uma empresa estatal, chamada Empresa Agro-pecuária de Sundy. Sundy é uma roça que já foi o lar da família real portuguesa na ilha de Príncipe. Neste jardim, além da casa principal ainda mobiliada e decorada, há plantações de cacau e café, um grande hospital, uma capela e vestígios de ferrovias para as locomotivas que transportavam o cacau.
Roça do Terreiro Velho
As descendentes das primeiras árvores de cacau que chegaram a ilha do Príncipe por volta de 1819, são agora o suporte principal da produção de cacau na plantação de Terreiro Velho. Quando o famoso produtor de chocolate Claudio Corallo chegou à plantação do Terreiro Velho, as plantas de cacau estavam dispersas no meio da floresta invasora. Ao longo de trabalhosos anos, o terreno da floresta foi limpo e as árvores de sombra replantadas. Ao dar às plantas de cacau ar e a quantidade certa de luz ganharam um novo vigor, produzindo fruta saudável e abundante. O perfume da sua polpa era intenso e fresco.
Roça Paciência
Situada a norte da Ilha do Príncipe, perto das roças Belo Monte e Praia Inhame. Apesar da sua pequena dimensão, conserva um certo ambiente familiar, muito idêntico às pequenas quintas portuguesas. À semelhança de várias roças da Ilha do Príncipe, tem uma estrutura de «roça-terreiro», com geometria quadrada e encerrada pelos seus edifícios. Embora definam o terreiro, os edifícios são volumes isolados, ligeiramente afastados entre si. Nesta roça pode se ver a plantação de cacau, baunilha e café.