Parque Natural Obô
Nas ilhas de São Tomé e Príncipe abundam plantas diversas e colhe-se de tudo. O Jardim Botânico de Bom Sucesso, porta de entrada para o Parque Natural Obó, é uma área protegida de 300 km2 repartidos entre as ilhas de São Tomé e do Príncipe. Este Parque é um santuário de fauna e flora onde se pode observar muitas espécies raras, algumas das quais em vias de extinção. O elevado endemismo que se verifica na floresta são-tomense e a sua importância levaram a que no ano de 1988 a comunidade científica internacional classificasse este local como o segundo mais importante para a conservação da biodiversidade entre 75 florestas africanas. Em São Tomé e Príncipe encontram-se registadas 895 espécies de plantas, das quais 400 são endémicas. São Tomé e Príncipe é um dos países mais ricos do Mundo em termos de endemismo.
Parque Natural da Ilha do Príncipe
A Lei 7/2006 criou o Parque Natural «Obô» do Príncipe, para proteger os ecossistemas representativos (8.500 ha) da Ilha do Príncipe (florestal, costeiro e marinho). A Região Autónoma do Príncipe apresenta, como Áreas Protegidas: Um Parque Natural incidindo em duas zonas geograficamente distintas (o terço Sul da Ilha e a Floresta de Azeitona), A Zona Tampão, não incluída no Parque, mas passível de extensão à totalidade remanescente da Ilha (sensivelmente os dois terços setentrionais). Contudo existem diversos trilho **D´OVYÔ** que se poderá realizar durante a sua estadia na ilha do Príncipe. esses trilhos permitira observar espécies endémicas de fauna e flora existente na ilha Magnifica.
Savanas do nordeste
O nordeste de São Tomé apresenta-nos um habitat humanizado completamente distinto do resto da ilha, numa área que se estende desde o Aeroporto até à Lagoa Azul. Aí a densidade de árvores é baixa e dominam os capins, estando também presentes junto à costa algumas zonas pantanosas, resquícios de mangais e pequenas lagoas. Não sendo um local para observação de espécies endémicas, exceto as mais comuns, esta área é ideal para encontrar as espécies típicas de habitats abertos, bem como algumas migradoras menos comuns. Algumas espécies que se podem aí observar são perdiz, codorniz-de-são-tomé, canário, padé-campo, padé-campo-amarelo, viúva-de-asa-branca, pardal-de-cabeça-vermelha ou viuvinha. A visita, maioritariamente por estradas não asfaltadas, pode ser feita a pé ou de carro, sendo aconselhável um veículo todo o terreno e o acompanhamento por parte de um guia qualificado. Nesta área, alguns dos melhores locais para explorar são os arredores do Aeroporto, de Fernão Dias, da praia dos Tamarindos ou da praia das Conchas.
Florestas de montanha de Bom Sucesso
A melhor forma de visitar as florestas de montanha da ilha é a partir do Jardim Botânico de Bom Sucesso, localizado a cerca de 7 km de Monte Café. A partir daí pode-se iniciar uma caminhada por trilhos de dificuldade média a elevada até ao Parque Natural de Obô, sendo aconselhável o acompanhamento por parte de um guia qualificado. Nestas florestas de montanha podem ser observadas várias espécies endémicas, com destaque para pombo-do-mato, celelê-mangotchi e quitoli. Outras como papafigo, cécia, tchin-tchin-tcholó ou tomé-gagá são abundantes aí e podem ser vistas com facilidade. Ao longo da caminhada, antes de entrar na floresta, atravessam-se campos agrícolas onde o canário é abundante, podendo também observar-se neto-do-olho-grosso, andorinha-de-barriga-branca ou ouvir-se perdiz a cantar.
Florestas de baixa altitude de Monte Carmo
Situadas em Ribeira Peixe, junto das plantações da Agripalma, estas florestas de baixa altitude são o principal hotspot de observação de aves da ilha, ideal para encontrar as espécies endêmicas, desde as mais comuns às mais raras e ameaçadas. Com destaque para galinhola, picanço-de-são-tomé, anjolô, sui-sui-de-obô, quitoli ou celelê-mangotchi. Parte do Parque Natural de Obô e área de extrema importância para as espécies ameaçadas, a sua visitação requer o cumprimento estrito das boas práticas para observação de aves. Para visitar Monte Carmo é necessário o acompanhamento por parte de um guia qualificado, conhecedor da área e das espécies que aí se podem encontrar. A visita implica caminhar por trilhos de dificuldade média a elevada. Após visita a Monte Carmo aconselha-se a paragem junto ao Rio Caué ou Iô Grande, para poder observar algumas espécies aquáticas como conóbia, tchonzo, pato-d'água ou galinha-d'água.
Mangal de Malanza
Situado no sul da ilha, este é o maior mangal do país e parte do Parque Natural de Obô. É um bom local para observar aves aquáticas, principalmente ao nascer do dia e ao final da tarde. Espécies como ossobô, periquito, conóbia, guarda-rios-malhado ou garça-vermelha podem ser encontradas aí. A observação pode fazer-se desde a ponte sobre o rio Malanza, mas é possível e aconselhável explorar melhor a área de canoa. Após visita ao mangal, de forma a aumentar a lista de espécies observadas, pode ainda visitar-se toda a zona costeira de Porto Alegre, desde as zonas rochosas às bonitas praias de areia.
Em vila Malanza, não perca o passeio de canoa tradicional subindo o rio Malanza que alberga a maior zona de mangal do país. Protegida pelo Parque Natural Obô, este ecossistema destaca-se pela sua vegetação caracteristica, composta de árvores semi-aquáticas com as suas raízes aéreas. Passáros endémicos e migratórios são frequentes, bem como macacos. É também vivenda dos famosos cucumbas, um peixe bizaro que consegue viver fora da água, pulando de raiz em raiz. O passeio é de duas horas e inícia-se na ponte sobre o Rio Malanza e Porto Alegre.
Para melhor informação e marcar reservas, contacte o Sr. Vadu através 9917602.